ciência sem fronteiras

The amazing "DilmaCard"

4.6.14

Que saudade disso aqui! Digamos que no momento me faltam várias coisas pra que eu possa escrever assiduamente nesse blog. Enquanto isso, vou tentando postar algumas coisas de vez em quando.

O "milagroso" cartão: a cada trimestre surgia um monte de dinheiro nele!
Desde que eu comecei o processo do CsF (lá em 2012), bastante gente me pergunta várias coisas sobre o programa, especialmente relacionadas ao antes e ao durante. Como eu já escrevi muito sobre o antes no blog, vou falar agora do famoso DilmaCard. Este é o apelido dos Sem Fronteira pro cartão do Banco do Brasil Americas onde as bolsas são depositadas, o que o torna muito importante. Vou responder aqui algumas perguntas que já me fizeram:

O dinheiro é suficiente? 

Depende muito! Eu morava em Londres, que tem adicional de localidade - então eu recebia £820 por mês para tudo menos moradia. No meu caso, eu comia, ia a shows, festas, musicais, fazia compras, passeava, viajava e ainda sobrava uma graninha. Mas conheço muita gente que no segundo mês (as bolsas são depositadas trimestralmente) já tinha torrado o dinheiro quase todo. Acho que tem que saber administrar. Não deixei de fazer nada que realmente quisesse e ainda ficava tranquila. Agora para quem vai pras cidades que não são de alto custo a situação já é diferente e acho que não tem tanto dinheiro pra viagens, por exemplo.

Precisa abrir conta no banco?

Teve gente que abriu conta em bancos do Reino Unido, mas eu não senti nenhuma necessidade pra isso. Inclusive sei de pessoas que abriram e não usaram.

E a segurança?

Cara, tem que ter muito, eu digo MUITO, cuidado com o DilmaCard. Fiquei sabendo do caso de uma menina que estava viajando e teve a carteira furtada, daí quando ela conseguiu parar onde estava hospedada para resolver isso todo o dinheiro que tinha lá já tinha sumido. Quando eu ia sacar sempre precisava colocar PIN e, na hora de comprar, costumavam comparar a assinatura e nome no cartão com algum documento meu. Ainda assim, imagino que não seja desse jeito em todo lugar (lembro que nos EUA você só assina de qualquer jeito e ninguém olha nada). Guarde o cartão azulzinho com a sua vida!

Informações úteis

• Uma coisa que muitas pessoas (eu inclusa) do meu edital só se tocaram após uns dois ou três meses de intercâmbio é que vários sites não aceitam pagamento online com o DilmaCard a não ser que haja saldo em dólar. Mesmo quando eu tentava comprar em sites britânicos de empresas locais que cobram em libras, às vezes precisava converter para a quantia equivalente em dólar para ser aceito. O ruim é que a cada transferência o BB Americas cobra uma taxa percentual. 
• Na mesma linha, ao viajar para outros países você não precisa ficar convertendo dinheiro em espécie, dá para fazer isso no próprio site do BB Americas. Eu tinha lá uma conta em libras, uma em dólar e uma em euro. Na maioria das viagens usava euro, mas em países de moedas esquisitas (tipo os "negocinhos" da Polônia) bastava deixar um saldo em dólar que dava para sacar na moeda local.
• Ter pelo menos um pouco de dinheiro vivo é sempre útil, mas quando for sacar tente tirar o valor máximo permitido (eu sempre tirava pouco mais de £200 e deixava guardadinho). Isso porque na hora de sacar em caixas eletrônicos fora dos EUA, há uma taxa que é fixa - diferente da conversão online, que varia com o valor.
• A melhor coisa que fazia para ficar tranquila nas viagens era usar um moneybelt. É feio e dependendo da roupa deixa um pequeno volume (haha), mas impede que pick pockets roubem seu dinheiro/passaporte/DilmaCard sem você perceber. 

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